A palavra “mística”, ou
“místico”, a princípio, pode assustar, pois o seu sentido se tornou desgastado
e desfigurado com o tempo, podendo aludir àquilo que é sensorial, irracional ou
até mesmo ao ocultismo. Porém esse não era o significado utilizado pelos
cristãos antigos. A palavra “mística”, na longa tradição da História da Igreja,
sempre significou a união de amor radical e misteriosa entre a alma e Deus.
Assim, “místico” é a pessoa que tem uma relação radical e misteriosa de
santidade e amor com Jesus.
Além disso, a mística está
também relacionada a uma certa ciência do espírito1,
isto é, o místico, na História da Igreja, além de ser um santo é também um
cristão que possui uma ciência espiritual elevada, e é capaz de ensinar e expor
a filosofia do espírito em palavras.
Exemplos de místicos da
História da Igreja são: Gregório de Nissa, Pseudo-Dionísio Areopagita,
Agostinho, Bernardo de Claraval, Mestre Eckhart, Macário, Teresa de Ávila,
Teresa de Lisieux, Teresa de Calcutá, Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz), João
da Cruz, Catarina de Siena e Faustina Kowalska, para citar alguns.
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1 Tal conhecimento e
experiência Edith Stein irá denominar ciência da cruz
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