sábado, 16 de setembro de 2017

Mística - uma definição

A palavra “mística”, ou “místico”, a princípio, pode assustar, pois o seu sentido se tornou desgastado e desfigurado com o tempo, podendo aludir àquilo que é sensorial, irracional ou até mesmo ao ocultismo. Porém esse não era o significado utilizado pelos cristãos antigos. A palavra “mística”, na longa tradição da História da Igreja, sempre significou a união de amor radical e misteriosa entre a alma e Deus. Assim, “místico” é a pessoa que tem uma relação radical e misteriosa de santidade e amor com Jesus.

Além disso, a mística está também relacionada a uma certa ciência do espírito1, isto é, o místico, na História da Igreja, além de ser um santo é também um cristão que possui uma ciência espiritual elevada, e é capaz de ensinar e expor a filosofia do espírito em palavras.

Exemplos de místicos da História da Igreja são: Gregório de Nissa, Pseudo-Dionísio Areopagita, Agostinho, Bernardo de Claraval, Mestre Eckhart, Macário, Teresa de Ávila, Teresa de Lisieux, Teresa de Calcutá, Edith Stein (Teresa Benedita da Cruz), João da Cruz, Catarina de Siena e Faustina Kowalska, para citar alguns.

______________________________________________________________
Tal conhecimento e experiência Edith Stein irá denominar ciência da cruz

Nenhum comentário:

Postar um comentário